O dia em que Magalhães “descobriu” gigantes com três metros de altura na Patagônia

O dia em que Magalhães “descobriu” gigantes com três metros de altura na Patagônia

09/03/2024 0 Por jk.alien

No crepúsculo de 1520, em meio à vasta extensão da natureza selvagem da Patagônia, uma descoberta arrepiante aguardava Fernão de Magalhães. Sombras projetavam formas longas no chão, sugerindo figuras de estatura impressionante.

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Enquanto o lendário marinheiro ancorava seu navio, ele ordenou que um de seus mais corajosos avançasse, esperando que uma canção compartilhada ou uma dança harmoniosa pudesse preencher a lacuna entre o estranho e o gigante. O que se seguiu entre o homem e o gigante permanece envolto em mistério, os detalhes perdidos nas areias do tempo.

Antonio Pigafetta, um estudioso a bordo do navio de Magalhães, narrou o encontro impressionante em seu agora estimado diário, “A Viagem de Magalhães: Primeira Viagem ao Redor do Mundo”. De acordo com seus escritos, o gigante olhou para a tripulação com os olhos arregalados, um dedo trêmulo apontando para o céu, talvez confundindo-os com seres celestiais. O mais imponente da tripulação de Magalhães mal chegava à cintura do gigante, e sua voz profunda ressoava no ar como um sino solene.

Velhas histórias sussurram sobre gigantes da Patagônia, cuja magnitude fez com que os conquistadores europeus parecessem nada mais do que meros mortais. No entanto, como é da natureza dos contos, eles às vezes podem distorcer a verdade. Na verdade, os Tehuelches que Magalhães conheceu podem não ter sido titãs, mas sim uma raça de humanos altos e imponentes.

Uma história extravagante de Pigafetta conta como um espelho – que já foi um símbolo de admiração para o gigante – se tornou uma fonte de terror, levando-o a atropelar quatro homens de medo. No entanto, o tempo curou as feridas e logo os exploradores começaram a caçar com seus novos amigos, até mesmo construindo uma base na costa.

Mas Magalhães, sempre aventureiro, traçou um plano para trazer dois dos gigantes da Patagônia para a Espanha. Garantir a sua cooperação exigia sutileza; ele os presenteou com bugigangas de metal – espelhos brilhantes, tesouras e sinos tilintantes. Correntes também foram introduzidas, mais como novidades do que como algemas.

Infelizmente, enquanto o navio voltava, os dois grandes seres sucumbiram à natureza implacável do vasto oceano, deixando para trás apenas histórias e uma terra recém-batizada – Patagônia, que alguns sussurram significa “Terra dos Pés Grandes”.

Séculos mais tarde, Sir Francis Drake, companheiro de exploração de Magalhães, também falou destas figuras imponentes. Ele também se admirava do tamanho deles, embora achasse que a sua estatura talvez fosse menos piedosa do que a de Magalhães.

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Nos círculos acadêmicos, os debates acirraram-se. Alguns argumentaram que os Tehuelches eram apenas altos, e não os gigantes míticos da tradição. Em contraste, outros se apegaram a histórias de seres tão altos quanto árvores. À medida que a ciência lançava mais luz sobre o assunto, o fascínio pelos gigantes da Patagônia começou a diminuir.

Curiosamente, os estudos sugerem um padrão na natureza, onde climas mais frios produzem criaturas maiores – regra de Bergmann. Esta teoria sugere que corpos maiores retêm melhor o calor, proporcionando uma vantagem em condições frias.

Na era moderna, alguns céticos sugerem o gigantismo, uma condição rara, como uma possível explicação para os contos de gigantes. Mas sem provas concretas, esta teoria permanece tão elusiva quanto os próprios contos.

O que dizer então dos numerosos esqueletos gigantes relatados por instituições como o Smithsonian? O enigma continua a fascinar, lembrando-nos de um mundo onde gigantes poderiam ter caminhado ao lado dos homens.

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