Há um reator nuclear natural de 2 bilhões de anos na Terra? Seria algo criado pela natureza ou artificial???

Nosso planeta existe há cerca de 4,543 bilhões de anos . Durante esse tempo incrivelmente longo, inúmeras coisas aconteceram, não apenas na superfície do nosso planeta, mas também sob o solo.

A Terra mudou e evoluiu para se tornar o paraíso que vemos hoje, capaz de sustentar inúmeras formas de vida.

Mas talvez haja um segredo menos conhecido sobre nosso planeta; condições perfeitas foram reunidas para que um reator nuclear natural viesse a existir em um passado muito distante… Mas obviamente, alguns teóricos acreditam que ele veio a surgir de outro modo, criado por alguma civilização avançada no passado.

Vamos ver o que dizem os pesquisadores e você mesmo tira suas próprias conclusões…

O primeiro reator nuclear a realmente produzir energia começou a funcionar em 1951, produzindo uma pequena quantidade de eletricidade. No entanto, em uma área distante na África, pilhas de rocha encontraram as condições necessárias (coincidentemente) bilhões de anos atrás para iniciar as reações nucleares.

Oklo, uma região próxima à cidade de Franceville, no Gabão, é o lar de vários reatores de fissão nuclear descobertos acidentalmente na região em 1972.

Desde a descoberta de 1972, os cientistas que exploram a área descobriram 17 locais de reatores que foram encontrados nas proximidades. A área é única, pois os cientistas dizem que os reatores de fissão de Oklo são os únicos exemplos conhecidos de um reator nuclear natural aqui na Terra, pois algo assim é realmente extremamente difícil de acontecer, para alguns é quase impossivel.

A descoberta veio depois que cientistas examinando o local como uma potencial mina de urânio descobriram que a proporção de isótopos de metais estava muito errada. Era totalmente diferente de qualquer outro lugar do mundo, um sinal revelador da fissão induzida do urânio-235.

Outras escavações revelaram produtos de decomposição radioativa induzida, como neodímio-143 e rutênio-99.

Em circunstâncias normais, o minério de urânio é feito de 0,720% de urânio 235. Esse é o número que os cientistas veem ao examinar outras amostras de rochas de outras partes da crosta terrestre, a lua e até mesmo rochas espaciais.

Mas, cientistas franceses examinando o minério em 1972 descobriram que suas amostras continham apenas 0,717% de urânio 235. Isso é 0,003% menos urânio 235 do que deveriam ter encontrado. E embora possa não parecer tanto, na verdade é uma grande quantidade de urânio, algo realmente assombroso e muito significativo para qualquer cientista.

Os cientistas levantaram a idéia que, em um tempo distante, a mina de Oklo consumiu cerca de 200 quilos de urânio 235. Os especialistas sugerem que os 0,003% do urânio 235 que faltaram sofreram fissão nuclear, cuspindo-se em vários outros átomos.

O urânio é naturalmente radioativo, então várias coisas tiveram que coincidir PERFEITAMENTE com um reator nuclear ‘natural’ para aparecer sozinho, e as condições nesta área rochosa (Oklo, Gabão) eram segundo alguns estudiosos perfeitas para sustentar as reações nucleares. No entanto, nem todos concordam com isso, já que possivelmente seria uma das maiores coincidências já vistas.

Os cientistas argumentam que três coisas específicas devem ocorrer para que as reações nucleares ‘naturais’ ocorram.

A primeira coisa que deveria estar presente era uma grande quantidade de Urânio 235 para alimentar a reação. 0,720% do urânio 235 acabou sendo o número perfeito para a fissão nuclear, e é o que existia lá há cerca de 2 bilhões de anos.

A próxima coisa que você precisa é uma fonte de nêutrons.

Acontece que, quando o Urânio 235 decai, ele naturalmente se transforma em tório, liberando um nêutron no processo.

A terceira coisa que o reator precisava era de um suprimento de material regulador: como um fluxo de água subterrânea natural, que curiosamente também está presente em Oklo. A água subterrânea regularia todo o processo. À medida que os átomos se dividem, eles liberam nêutrons e energia.

A água ajudaria a desacelerar os nêutrons, mas mesmo assim a energia aqueceria a água.

Eventualmente, a água ferve e desaparece. Esse processo continua repetidamente até que não haja água suficiente para desacelerar os nêutrons. Isso fez com que a reação parasse até que houvesse água subterrânea suficiente para desacelerar os nêutrons.

Os cientistas estimam que todo esse processo foi repetido várias vezes por milênios, reduzindo lentamente a quantidade de urânio 235 presente em Oklo. Eventualmente, os níveis tornaram-se muito baixos e nenhuma outra reação pôde ocorrer.

Alguns teóricos acreditam que essa ‘coincidência’ não aconteceria naturalmente, seria muito inviável pela sequencia de eventos sucessivos que teriam que ocorrer ‘acidentalmente’ para chegar nesse ponto. Para alguns seria mais aceitável teorizar que isso tenha sido projetado no passado por alguma antiga civilização que teria notado o potencial da área em questão.

Mas tire suas próprias conclusões sobre..

Fonte: History Channel \ Ancient Code 

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