Cientistas descobrem animal marinho com 20 braços na Antártida

Cientistas descobrem animal marinho com 20 braços na Antártida

26/08/2023 0 Por jk.alien

Pesquisadores dos EUA e da Austrália descobriram espécies novas do gênero Promachocrinus. Dentre elas, um animal é bem peculiar.

Os oceanos tomam a maior parte do planeta Terra e chegam a ser maiores do que o espaço terrestre. Com isso, logo sabemos que a vida no fundo dos oceanos é vasta. Existem milhões de espécies vivas hoje e, muitos desses animais marinhos nem sempre são vistos com frequência. Até porque, o oceano ainda foi pouco explorado pelos humanos. Logo, a descoberta de algum animal marinho pode impressionar a todos.

Um exemplo disso foram as criaturas marinhas descobertas pelos pesquisadores de instituições dos Estados Unidos e da Austrália. Eles fizeram essa descoberta nas águas da Antártida. Uma dessas criaturas teve um destaque maior pelo fato de o animal ter 20 braços e cores, variando do arroxeado ao vermelho escuro.

O estudo dos pesquisadores estava focado no gênero Promachocrinus, que tem espécies típicas das águas da Antártida. Esses animais são relacionados com os equinodermos, como os pepinos e estrelas-do-mar, mas ainda se sabe pouco a respeito deles.

Descoberta

Galileu

Tanto é que, até o momento, era acreditado que só existia uma espécie de Promachocrinus, a Promachocrinus kerguelensis. Então os pesquisadores analisaram o DNA e o formato corporal das criaturas para analisá-las. Com isso, eles conseguiram caracterizar, de forma certa, as espécies do gênero que, ao todo, foram sete.

De acordo com os pesquisadores, praticamente todas as espécies vivem perto da Antártida, exceto as P. wattsorum, que ficam restritas às Ilhas do Príncipe Eduardo, no Oceano Índico subantártico; e as P. vanhoeffenianus, vista somente no Mar de Davis.

Animal

Galileu

O animal mais curioso de todos é o Promachocrinus fragarius, que recebeu o apelido de “estrela antártica de penas de morango” por conta da sua cor avermelhada. Os pesquisadores acreditam que ele deva viver a uma profundidade entre 65 e 1,1 mil metros.

Na visão dos pesquisadores, essa descoberta mostra o quanto a ciência ainda tem para entender a respeito da vida marinha. “A vasta natureza do ecossistema da Antártida e do Oceano Antártico exige amostragem em larga escala para entender toda a extensão da biodiversidade”, resumiram eles.

Vida marinha

G1

Essa descoberta recente impressionou os pesquisadores, mas o oceano já foi o lar de vários animais bem interessantes. Dentre as criaturas que já habitaram os oceanos, com certeza os monstros marinhos são uns dos que chamam mais atenção.

Normalmente associamos esses monstros com a ficção. No entanto, há aproximadamente 66 milhões de anos, os monstros marinhos existiram de verdade e chegavam a atingir 12 metros de comprimento. De acordo com os pesquisadores, essas criaturas chamadas de mosassauros se pareciam com os atuais dragões de Komodo, mesmo tendo barbatanas e caudas parecidas com as dos tubarões. E recentemente uma nova espécie desse animal foi descoberta.

Os restos fossilizados dessa nova espécie de mosassauro foram encontrados na bacia de Oulad Abdoun, na província de Khouribga, no Marrocos. Esse animal foi batizado de Thalassatitan atrox. Ele caçava animais marinhos, incluindo outros mosassauros, e tinha nove metros de comprimento e uma cabeça enorme de 1,3 metro de comprimento. Por conta disso, ele era o animal mais mortífero do mar.

Segundo Nicholas R. Longrich, Professor Sênior em Paleontologia e Biologia Evolutiva da Universidade de Bath, na Inglaterra, esses monstros marinhos tiveram seu auge no fim do período Cretáceo, quando o nível do mar era mais alto que o atual e inundou uma grande região da África.

Nessa época, as correntes oceânicas, impulsionadas pelos ventos alísios, trouxeram as águas profundas ricas em nutrientes para a superfície. Como resultado, criou-se um ecossistema marinho rico.

Em sua maioria, os mosassauros tinham mandíbulas longas e dentes pequenos para pegar peixes. Contudo, o Thalassititan era bem diferente. Ele tinha um focinho curto e largo e mandíbulas fortes, como as das orcas. Além disso, sua parte de trás do crânio era larga para conseguir preencher os músculos grandes da sua mandíbula, o que lhe dava uma mordida bastante poderosa.

Fonte: GalileuHistory

Imagens: Galileu,  G1