Uma Baleia De 10 Toneladas Foi Encontrada Na Floresta Amazônica E Os Cientistas Estão Perplexos

Uma Baleia De 10 Toneladas Foi Encontrada Na Floresta Amazônica E Os Cientistas Estão Perplexos

13/05/2022 0 Por Jonas Estefanski

Uma baleia de 10 toneladas foi encontrada na floresta amazônica e os cientistas estão perplexos

Uma baleia de 36 pés de comprimento (sim, uma baleia) foi descoberta recentemente na selva remota do Brasil, a quilômetros de seu habitat natural, quando abutres necrófagos alertaram as autoridades locais com seus gritos.

Não é novidade que a floresta amazônica está repleta de vida, mas uma descoberta recente deixou perplexos até mesmo especialistas em vida selvagem e biólogos experientes. Na vegetação rasteira da Ilha de Marajó, no Brasil, eles encontraram nada menos que a carcaça de uma baleia jubarte de 10 toneladas.

Teorias preliminares sugerem que a baleia chegou à praia durante uma tempestade ou que já estava morta quando as marés crescentes a levaram para terra. No entanto, os cientistas estão confusos sobre como ele conseguiu viajar para o interior, ou por que estava nadando na costa do Marajó.

Especialistas marinhos do grupo de conservação local Instituto Bicho D’agua estão agora examinando a carcaça, com avaliações preliminares sugerindo que a jovem baleia morreu alguns dias antes de ser encontrada a cerca de 15 metros da costa. A líder do projeto, Renata Emin, está cativada pela descoberta do mamífero e intrigada com sua jornada.

“Ainda não temos certeza de como ela pousou aqui, mas estamos supondo que a criatura estava flutuando perto da costa e a maré, que tem sido bastante considerável nos últimos dias, a pegou e jogou para o interior, em o mangue”, observou ela.

“Juntamente com este feito surpreendente, estamos perplexos com o que uma baleia jubarte está fazendo na costa norte do Brasil em fevereiro, porque esta é uma ocorrência muito incomum”, acrescentou.

As baleias jubarte são normalmente encontradas no final do verão e no outono, mas muito mais ao sul. Eles só se aventuram para o norte até a foz do rio Amazonas em raras ocasiões. Emin sugeriu que o jovem animal foi separado de sua mãe, mas a causa da morte ainda é desconhecida.

“Dependendo do estado de decomposição, algumas informações já podem ter sido perdidas”, disse Emin. “Estamos coletando o máximo de informações possível e identificando marcas e feridas em seu corpo para ver se foi pego em uma rede ou atingido por um barco”.

A funcionária do Departamento de Estado Dirlene Silva explicou que o acesso à carcaça e à região onde foi encontrada é tão difícil que precisou ser desmontada e examinada no local.

“É muito difícil chegar lá e não há como enviar um trator porque não passaria”, disse Silva. “Não há como removê-lo. Para chegar lá, precisamos atravessar o pântano.”

A área onde a carcaça foi encontrada.

Devido ao tamanho, peso e localização da carcaça, por enquanto não há planos para removê-la. Em vez disso, os pesquisadores pretendem enterrar a maior parte, enquanto o esqueleto será enviado ao Museu de História Natural Goeldi, em Belém, para estudos futuros.

Felizmente, este será um passo para revelar o que exatamente aconteceu com essa infeliz jubarte – mas, por enquanto, ninguém sabe ao certo.

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