O que são essas ‘pedras brancas’ que aparecem na boca que causam mau hálito?

O que são essas ‘pedras brancas’ que aparecem na boca que causam mau hálito?

03/02/2026 0 Por jk.alien

Aprenda ainda a eliminar essas pedrinhas mal cheirosas indesejadas.

Você já tossiu e percebeu uma pequena bolinha branca, com cheiro forte e desagradável, saindo da sua garganta? Esse fenômeno é mais comum do que parece. 

Muitas pessoas convivem com essas pequenas formações sem sequer saber do que se trata. Chamadas de cáseos amigdalianos, ou tonsilólitos, essas pedras podem ser desconfortáveis e gerar um mau hálito persistente.

De antemão, vale a pena dizer que os cáseos são inofensivos num primeiro momento, causando como único desconforto o mal odor. 

Contudo, caso não sejam removidos ou apareça com muita frequência, podem desencadear problemas maiores, como amigalites e outros tipos de inflamação.

Quer saber mais sobre esse assunto? Confira os detalhes a seguir.

O que são, afinal, os cáseos amigdalianos?

Conforme mencionado acima, os cáseos são pequenas formações sólidas que se desenvolvem nas amígdalas. Sua composição envolve principalmente resíduos orgânicos, como restos alimentares e células descamadas da própria mucosa bucal.

Quando essas partículas ficam presas nas criptas da garganta, a combinação com o cálcio presente na saliva endurece a massa, criando essas “pedrinhas”. O cheiro forte vem justamente do processo de decomposição dos elementos acumulados.

Em outras palavras, essas formações não surgem da noite para o dia. Elas são o resultado de um acúmulo contínuo e muitas vezes silencioso.

Principais sintomas que você deve observar

Nem sempre os cáseos causam dor, mas podem provocar uma série de sinais incômodos. Entre os sintomas mais comuns, destacam-se:

  • Mau hálito persistente, mesmo com boa higiene bucal
  • Sensação de algo preso na garganta
  • Dificuldade leve para engolir
  • Tosse seca ou irritativa
  • Irritação ou inflamações frequentes nas amígdalas

Esses sintomas variam de pessoa para pessoa. Há quem elimine os cáseos naturalmente ao tossir ou comer alimentos mais firmes, sem nunca saber o que de fato aconteceu.

Por que esses cálculos se formam na garganta?

Existem diversos fatores que favorecem a formação dos cáseos. A estrutura das amígdalas é um deles: pessoas com criptas mais profundas tendem a acumulá-los com maior frequência. Outros pontos que aumentam o risco são:

  1. Higiene bucal inadequada
  2. Amigdalites de repetição
  3. Produção reduzida de saliva
  4. Tabagismo ou respiração pela boca
  5. Consumo excessivo de laticínios ou alimentos que deixam resíduos

Cada fator contribui de forma diferente, mas todos têm em comum o acúmulo de detritos na região da garganta, criando um ambiente favorável à formação das pedras.

Como eliminar os cáseos sem agredir a garganta?

Muitas vezes, os cáseos se soltam espontaneamente. Porém, quando isso não acontece, há formas seguras de removê-los ou reduzi-los:

  • Irrigadores orais: dispositivos que jogam jatos de água e ajudam a limpar as amígdalas com delicadeza.
  • Bochechos com água morna e sal: reduzem a inflamação e soltam resíduos acumulados.
  • Alimentos firmes e crocantes: como maçã ou torradas, que podem desalojar os cáseos naturalmente.
  • Remoção profissional: em casos persistentes, o ideal é procurar um otorrinolaringologista para uma extração segura.

Jamais tente emover os cáseos com objetos pontiagudos ou pressionando a garganta. Isso pode causar feridas e até infeccionar a região.

Há como evitar o surgimento dessas pedras?

A prevenção é simples e começa pela rotina de cuidados com a boca e a garganta. Algumas atitudes podem fazer toda a diferença:

  • Escove os dentes e a língua após cada refeição
  • Use fio dental diariamente
  • Enxágue a boca com soluções antissépticas
  • Beba bastante água ao longo do dia
  • Evite alimentos pegajosos que deixam resíduos

Manter a garganta livre de impurezas também ajuda na imunidade local e reduz o risco de amigdalites.

Mesmo não sendo perigosos na maioria dos casos, os cáseos amigdalianos podem afetar diretamente o bem-estar de quem convive com eles. 

Por isso, entender sua origem, saber identificá-los e agir corretamente é o melhor caminho para evitar desconfortos e manter a saúde da garganta em dia.