Minilua é fotografada próxima da Terra e sua taxa de rotação é descoberta

No momento que essa imagem foi feita, o objeto estava a cerca de 80 mil km de distância e se aproximando…
A nossa Minilua ‘2020 SO’ acaba de ser fotografada e, de bônus, ainda teve sua rotação calculada pelo pessoal do ‘The Virtual Telescope Project’, liderado pelo astrônomo Gianluca Masi.

As imagens foram feitas pela unidade robótica ‘Elena’, que faz parte do projeto italiano de observação.
Ainda em setembro, cientistas detectaram um objeto misterioso que se aproximava da Terra, mas logo descobriram que ele estava em uma rota segura, e não tinha nenhum risco de colisão num futuro próximo.

Pela sua trajetória os cientistas descobriram que o objeto se tornaria uma minilua em novembro.
Miniluas são objetos menores que acabam orbitando o nosso planeta por algum tempo após serem capturadas pela gravidade da Terra, se tornando ‘mini-satélites naturais‘, ainda que por pouco tempo, antes de escaparem para o Espaço. 
Quando a imagem foi feita o objeto estava a cerca de 80 mil km de distância e se aproximando… já ontem ele estava a cerca de 50 mil km –  seu momento de máxima aproximação.

NEO 2020 SO em 01 de dezembro de 2020 às 02h07 UTC - The Virtual Telescope Project

NEO 2020 SO em 01 de dezembro de 2020 às 02h07 UTC.Créditos: The Virtual Telescope Project
A taxa de rotação do ‘2020 SO‘ foi calculada em cerca de uma volta a cada 10 segundos.
A primeira imagem foi feita com exposição única de 120 segundos, enquanto o telescópio seguia o movimento do ‘2020 SO’, por isso as estrelas aparecem como rastros no fundo da imagem.

Já a segunda foto, no canto superior esquerdo, foi capturada com o método oposto: o telescópio seguiu o movimento aparente das estrelas por 60 segundos e, por isso, vemos o rastro que o objeto 2020 SO deixou.
E sua rotação em torno de uma volta a cada 10 segundos pôde ser calculada justamente graças a esse rastro da segunda imagem, que aparece pontilhado exatamente por causa da rotação!

Ainda existe algumas dúvidas sobre esse objeto. Alguns cientistas como Paul Chodas e Davide Farnocchia, ambos do JPL (Jet Propulsion Laboratory) da NASA , acreditam que essa minilua seja na verdade o estágio superior do foguete Centauro, que realizou o lançamento da missão Surveyor 2 à Lua, em 1966. Os dados coletados pelo Virtual Telescope Project também corroboram essa hipótese.

De qualquer forma, seja uma rocha ou um estágio de foguete ou qualquer outra coisa, “Habemus Mini luna” (Temos minilua)! 
E estudá-la com certeza nos ajuda a entender melhor a dinâmica de objetos no Espaço e, por consequência, podemos aprender mais sobre como poderemos nos proteger melhor de eventuais rochas espaciais no futuro.

Imagens: (capa-The Virtual Telescope Project) / The Virtual Telescope Project / divulgação02/12/2020

Fonte

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: