Exército brasileiro mantém alienígena preso em lugar secreto. Verdadeiro ou falso?

Exército brasileiro mantém alienígena preso em lugar secreto. Verdadeiro ou falso?

14/06/2022 0 Por Jonas Estefanski

No dia 3 de janeiro o canal egípcio Red Stone publicou no Youtube um vídeo mostrando o que seria um alienígena preso pelo Exército brasileiro em uma espécie de bunker.

Sob o título “O Exército Brasileiro mantém vivas criaturas alienígenas em lugares secretos isolados”, a publicação do canal Red Stone tem – até o momento – quase 40 mil visualizações e mais de 600 comentários.

A história de um alienígena

Com mais de 200 mil inscritos, o canal é um dos grandes sobre ufologia no Youtube. No ar desde 2014, é famoso por postar registros ufológicos muitas vezes duvidosos.

E o registro – que lembra filmes de espionagens dos anos 1970 – tem elementos de sobra para qualquer um duvidar: filmagem tosca, local estranho, câmera nervosa; falas incompreensíveis e trilha de suspense.

Ao final, um suposto alienígena preso em uma cela é mostrado.

Mas será que a história é real?

Estaria realmente o Exército Brasileiro mantendo um alienígena preso em um lugar secreto?

A resposta é não!

Alienígena preso pelo Exército?

O vídeo – criado em 3D Max, um software de modelagem e animação – foi feito para promover uma série alienígena do site Mundo Gump.

O autor do vídeo, o Philipe Kling David, especialista em efeitos especiais com bonecos e jogos de videogames, contou ao Portal Vigília que o vídeo foi feito mais ou menos em 2010.

“Foram quase quatro anos produzindo a série o “Relato de um MIB” e o vídeo é parte dessa história”, conta.

“Na série, que começou a ser escrita em 2007, um desses “homens de preto” me procura e diz que faz parte de uma unidade secreta das Forças Armadas (FA) que investiga Discos Voadores e seus tripulantes. Em dado momento ele confessa que há um alienígena preso pelo Exército e decide mostrar”, continua.

Um paiol antigo do Exército

A história, que já tinha se tornado um sucesso por conta do enredo realista, precisava de mais um elemento. E munido de um celular primitivo e muita criatividade, Philipe começou a planejar a execução do vídeo.

Ele explica que para as filmagens utilizou uma base militar há poucos quilômetros de sua casa, em Niterói, no Rio de Janeiro.

“Descobri esse local por acidente. Essa base na montanha era um paiol da 2ª Guerra Mundial. Os militares começaram a construir e demorou tanto para ficar pronto que quando acabaram já não tinha mais guerra”, lembrou.

“Mas seria um lugar excelente para esconder um alienígena”, defendeu.

Philipe afirma que demorou um pouco para obter autorização do Exército, mas finalmente conseguiu. O problema é que, durante a filmagem, o soldado responsável por acompanhá-lo não entendeu nada.

“Não tinha nada para ser filmado naquele local. Eram apenas corredores escuros e algumas salas frias e úmidas”, complementa.

Uma filmagem precária

A Câmera utilizada era emprestada e em ambientes de pouca luz o resultado ficou ruim, o que acabou ajudando na execução do plano.

“Eu mesmo fiz a roupa usada na filmagem e a máscara que tinha como objetivo impedir a “contaminação”. Um amigo ajudou na gravação e éramos tão sem recursos que quando um filmava o outro usava o traje e vice-versa”, afirma.

Após as tomadas de vídeo dentro do paiol do Exército ele partiu para a segunda parte do vídeo. “O ET é computação gráfica. E ele está propositalmente sentado em uma cadeira de aço, dessas de bar, porque não tem nada mais brasileiro que isso”, destaca.

Juquinha, diretamente de Zeta Reticuli

Segundo Philipe, o trabalho todo foi feito em um dia e com Morph, uma ferramenta de edição. A cabeça não foi ligada no corpo propositalmente para parecer que o ET está levantando a cabeça. “Esse primeiro vídeo foi feio em Max 5″, explica.

E assim nasceu Juquinha, o alienígena oriundo da estrela Zeta Reticuli que está preso no Brasil.

Philipe destaca que quando o vídeo ficou pronto, na época, foi uma maluquice porque começou a se espalhar rapidamente por grupos de ufologia e sites de mistério de vários países.

“Tem 10 anos essa história e ainda hoje as pessoas me procuram para saber o que houve. Todo mês aparece alguém me mandando mensagem e eu preciso desmentir”, lembra.

Desde cedo na ufologia

Segundo Phelipe, há canais de vídeo e sites mundo afora em que esse vídeo tem milhões de views. “O History chegou a me procurar e meu vídeo já passou no Japão e nos EUA”, lembra.

Ele finaliza contando que desde pequeno se interessa pela ufologia e que, apesar de quase não aparecer, de vez em quando escreve sobre o assunto para o Mundo Gump.

Já sobre o vídeo, diz que se alguém quiser passar adiante, pode passar, mas precisa informar que trata-se de uma brincadeira.

VEJA O VÍDEO

https://youtu.be/6UrpoqvGK5s