Descoberta de novo combustível pode fazer espaçonaves ultrapassarem e viajarem a velocidade da luz

Mesmo não sendo novidade alguma para nós humanos a notícia de que uma nave já tenha chegado ao espaço, a certeza que todos temos é que ainda não foi possível alguma espaçonave ter visitado lugares ainda mais distantes.

Com toda certeza, isso está ligado ao fato de que o nosso universo de certa forma seja considerado extremamente grande, e por esse motivo, seja um tanto quanto frustrante querermos desbravá-lo, mas será que isso ainda será possível um dia?

Uma das construções mais caras já realizadas, foi a elaboração da Voyager 1, hoje ela é considerada a nave espacial mais rápida que já foi construída por um ser humano em toda a história da humanidade.

Através dela é possível viajar numa velocidade que atinge a marca de 16,9 quilômetros por segundo, porém toda essa velocidade é considerada apenas uma pequena fração ínfima do que de fato é a velocidade da luz e o que isso quer dizer para o universo e descoberta de mais galáxias.

Para se ter uma noção, para podermos visitar nosso planeta vizinho, Marte, leva-se em média de sete a oito meses de viagem, fazendo uso de motores de naves consideradas convencionais. Possíveis usos como fatores de dobras, a quais são diversas vezes mencionadas na saga Star Trek, de Gene Roddenberry, são consideradas ainda projetos que possam sair do papel, pois mesmo que façam sentido, podemos dizer que ainda estamos longe de vê-las funcionando de verdade.

Segundo informações divulgadas pelo site da Wired, seria possível diminuir essa viagem para Marte em um período mínimo de até três meses, tudo isso fazendo uso de uma nova forma de combustível de fusão que seriam os cristais de dilítio, os mesmos presentes na Star Trek.

Claro que esses cristais não são aqueles mesmos que são mencionados na série, que nada mais é que uma espécie de combustível raro que todos os que estavam a bordo da nave, gastariam uma grande quantidade de tempo em sua busca, com o objetivo maior de fazer com que seus motores, viessem operar e possuíssem assim grande quantidade de matéria prima, a fim de poderem viajar mais rápido do que a velocidade da luz, algo que seria impressionante.

Uma grande novidade é que um motor desse tipo está atualmente em pleno desenvolvimento por estudiosos da Universidade de Huntsville. Esse novo protótipo tem como prioridade ser até duas vezes mais rápido que o atual. Essa equipe trabalha junto a Boeing, a NASA e também junto ao Laboratório Nacional de Oak Ridge.

Segundo informações confidenciais que vieram a vazar para a imprensa, este reator de fusão deverá ser alimentado por uma grande quantidade de deutério que em outras palavras seria um isótopo pesado do hidrogênio e também com lítio-6 dentro de uma estrutura cristalina, provindo então o conhecido “cristal de dilítio”.

Tecnicamente falando o dilítio é uma espécie de molécula com dois átomos de lítio que estão ligados covalentemente, já o lítio-6 é composto por até seis atomos ligados. Mas de certa forma, tentarmos compreender e mensurar a tentativa de fazer uso do mesmo combustível da série, seria improvável mas não para os cientistas.

Esse novo motor já tem nome, o Charger-1 Gerador de Energia de Pulso, o qual deverá ser construído no espaço, já toda a estrutura da nave, para fim de evitar certas dificuldades na engenharia, seria realizada em atmosfera terrestre, da mesma forma que foi realizada com a Estação Espacial Internacional (ISS).

espaçonaves à velocidade da luz

Assim que o reator estivesse pronto, então seria acoplado à nave onde milhões e milhões de amperes iriam percorrer o caminho de finos fios de lítio com pulsos de 100 nanossegundos. Fios esses que se vaporizariam em plasma, e seriam recolhidos pelo núcleo de deutério e lítio-6, induzindo assim uma reação de fusão. Toda essa condição poderia gerar mais de 3 terawatts de potência.

Essa grande quantidade de energia com origem nessa fusão, iria ser lançada para fora da parte traseira da nave, fenômeno conhecido e chamado de “pinça-z”, tudo isso através de um “bico magnético”, o qual é um componente também em desenvolvido pela equipe. Toda essa energia máxima do motor iria gerar uma potência de cerca de 100.000 Km/h, que se formos comparar, seria a mesma velocidade que a Terra faz em sua volta em torno do Sol.

Ainda segundo informações passadas pelo Business Insider, muito provavelmente qualquer uso do tipo comercial e também científico contendo toda essa tecnologia, venha ser permitido somente através do consentimento do Exército dos Estados Unidos, já que toda essa pesquisa vem sendo elaborada por meios de equipamentos reaproveitados de projetos militares que acabaram não dando certo.

A pouco tempo atrás, a NASA demonstrou que queria mais uma vez surpreender e ir ainda mais longe de uma forma considerada ainda mais veloz.

A companhia planeja fazer com que seus astronautas possam viajar como a velocidade da luz, elaborando uma dobra espacial semelhante à vista em Star Trek. Mediante a isso só nos resta aguardar e quem sabe, daqui alguns anos, não possamos ter o êxito em percorrer distâncias que jamais foram percorridas em frações de segundos.

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