Ele morreu enquanto dormia por causa desse hábito: eu imploro, não faça isso. Ele pode causar ataques cardíacos e AVCs
03/02/2026
Esse costume ao dormir aumenta o risco de ataque cardíaco e AVC, alertam especialistas.
Ir para a cama deveria ser o momento mais seguro do dia. No entanto, para milhões de pessoas, o período noturno se transforma em um cenário silencioso de alto risco para o coração e o cérebro.
O caso de Roberto, um homem de 68 anos, ativo, sem doenças graves conhecidas e aparentemente saudável, ilustra bem essa realidade. Ele faleceu durante o sono, sem dor ou sinais prévios.
A causa imediata foi um infarto fulminante, mas o verdadeiro problema vinha se desenvolvendo de forma discreta havia anos, especialmente durante as noites.
Situações como essa não são raras. Elas estão relacionadas a hábitos noturnos comuns que, quando repetidos ao longo do tempo, podem desencadear eventos cardiovasculares graves enquanto a pessoa dorme.
Dormir de barriga para cima com apneia do sono
Ignorar a apneia obstrutiva do sono é um dos erros mais graves, sobretudo quando a pessoa dorme de barriga para cima.
Ronco intenso, pausas na respiração, engasgos durante a noite e acordar cansado não são normais e indicam que as vias aéreas se fecham repetidamente durante o sono.
Essas interrupções respiratórias provocam quedas bruscas de oxigênio no sangue, levando o organismo a reagir como se estivesse em perigo.
Isso resulta em aumento da pressão arterial, liberação de adrenalina, aceleração dos batimentos cardíacos e inúmeros microdespertares ao longo da noite.
Dormir de barriga para cima piora o quadro, pois a gravidade faz com que a língua e o palato obstruam ainda mais as vias respiratórias, elevando o risco cardiovascular.
A recomendação é dormir de lado, especialmente sobre o lado esquerdo, usar travesseiros para evitar virar de costas, elevar levemente a cabeceira da cama e procurar um especialista caso haja suspeita de apneia.
Uso frequente de remédios para dormir
Muitas pessoas recorrem a medicamentos para combater a insônia, mas alguns deles podem agravar problemas respiratórios durante o sono.
Benzodiazepínicos e hipnóticos deprimem o sistema nervoso, prolongam as pausas respiratórias e reduzem a capacidade do cérebro de reagir à falta de oxigênio.
Em pessoas com apneia do sono ou doenças cardíacas, isso pode ser extremamente perigoso. O uso prolongado desses medicamentos também está associado a maior risco de infarto, AVC, declínio cognitivo, demência e quedas noturnas.
Evitar a automedicação, priorizar mudanças no estilo de vida e buscar orientação médica para tratar a causa da insônia são medidas fundamentais.
Dormir em um ambiente muito quente
Para alcançar o sono profundo, o corpo precisa reduzir ligeiramente sua temperatura interna.
Dormir em um quarto muito quente impede esse processo e obriga o coração a trabalhar mais durante a noite.
Como consequência, ocorre aumento da frequência cardíaca, fragmentação do sono, picos de pressão arterial e maior risco de arritmias. O coração, nesse cenário, não consegue descansar adequadamente.
Manter o quarto entre 16 °C e 20 °C, usar ventilação adequada, optar por roupas de cama de algodão ou linho e evitar materiais sintéticos ajuda a proteger a saúde cardiovascular.
Fazer refeições pesadas à noite
Jantar tarde e em grande quantidade mantém o organismo em estado de alerta quando ele deveria estar em recuperação.
A digestão intensa durante a noite aumenta o risco de refluxo, provoca microdespertares, eleva a pressão arterial e sobrecarrega o coração.
Quando o sistema digestivo permanece ativo, o coração também não descansa.
O ideal é fazer a última refeição pelo menos três horas antes de dormir, optar por alimentos leves e evitar frituras, gorduras e excesso de açúcar no período noturno.
Dormir pouco de forma crônica
Dormir regularmente menos de seis horas por noite é um dos fatores de risco cardiovascular mais negligenciados.
A privação de sono favorece o aumento da pressão arterial, inflamação crônica, resistência à insulina, elevação do cortisol e maior probabilidade de infarto e AVC.
O sono é um processo essencial de reparação do organismo. Não se trata de tempo perdido, mas de uma necessidade vital.
Priorizar de sete a nove horas de sono, manter horários regulares e criar uma rotina relaxante antes de deitar são atitudes que fazem grande diferença a longo prazo.

