ASTRÔNOMOS INSISTEM QUE OUMUAMUA SE TRATA DE UMA NAVE ALIENÍGENA

ASTRÔNOMOS INSISTEM QUE OUMUAMUA SE TRATA DE UMA NAVE ALIENÍGENA

08/02/2022 0 Por Jonas Estefanski

Desde que os astrônomos identificaram o objeto Oumuamua, em 2017, viajando a mais de 90 mil quilômetros por hora no Sistema Solar, especulou-se que ele tivesse origem em algum outro sistema planetário. Uma das hipóteses mais polêmicas foi levantada por Avi Loeb e Amir Siraj, reconhecidos astrônomos da Universidade de Harvard. A dupla acredita que o misterioso viajante espacial pode ser uma nave alienígena. 

Oumuamua: tecnologia extraterrestre?

As primeiras observações sobre o Oumuamua indicaram que sua órbita era muito excêntrica e sua velocidade extremamente alta para ser um objeto originário do Sistema Solar.  A princípio, acreditou-se que se tratava de um cometa, mas essa teoria foi descartada, já que ele não mostrava sinais de sublimação ou evaporação, o que faz com que os cometas tenham uma cauda característica que sempre aponta de maneira contrária ao Sol. 

No início deste ano, Alan Jackson e Steven Desch, astrônomos da Universidade Estadual do Arizona, publicaram duas pesquisas sobre o Oumuamua. Ao contrário de Loeb e SIraj, eles afirmam que o objeto é “provavelmente um pedaço de gelo de nitrogênio que se desprendeu de um planeta similar a Plutão em algum lugar fora do nosso Sistema Solar”.  Eles explicam que, à medida que o “Oumuamua se aproximava do Sol, a evaporação do gás nitrogênio teria empurrado o objeto – o que ocorre com cometas – e isso teria sido invisível aos telescópios.

Loeb e Siraj consideraram “impossível” o que Jackson e Desch afirmaram, fazendo fortes críticas aos cálculos empregados por seus colegas. Eles sustentaram que o nitrogênio é um elemento raro e muito escasso, e que no universo não existe uma quantidade suficiente para gerar um corpo das enormes dimensões do Oumuamua.  Siraj insiste  ainda que não é possível descartar tão rapidamente a possibilidade de que o objeto tenha origem artificial.

Fontes Deutsche WelleImagens iStock e Domínio Público, via Wikimedia Commons