Algumas de suas afirmações anteriores se mostraram assustadoramente precisas 😳
14/03/2026
Um educador sino-canadense passou a ser chamado nas redes sociais de “Nostradamus da China” depois que duas de suas previsões ganharam notoriedade. O apelido faz referência ao astrólogo francês Nostradamus, conhecido por profecias enigmáticas que atravessaram séculos.
O professor Xueqin Jiang, formado pelo Yale College, mantém um canal no YouTube chamado Predictive History, onde apresenta análises baseadas no que define como “psico-história”. Segundo ele, essa abordagem busca compreender padrões do passado para antecipar cenários futuros e influenciar decisões no presente.
Em 2024, Jiang divulgou três grandes previsões. Duas delas ganharam destaque. A primeira apontava que Donald Trump venceria novamente a eleição presidencial dos Estados Unidos. A segunda previa um conflito direto entre Estados Unidos e Irã durante um eventual segundo mandato do republicano.
No dia 28 de fevereiro de 2026, ataques apoiados pelos EUA e conduzidos por Israel atingiram alvos militares e governamentais iranianos. A operação conjunta recebeu o nome de Operation Epic Fury. Entre os mortos estava o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, além de outras figuras de alto escalão.
O episódio desencadeou uma sequência de retaliações com mísseis e marcou o início do que analistas passaram a chamar de guerra do Irã de 2026.
Alta do petróleo e tensão regional
O conflito rapidamente impactou o mercado internacional. O preço do petróleo subiu de forma expressiva, afetando economias ao redor do mundo. Trump declarou que o aumento seria “um pequeno preço a pagar” por “segurança e paz”.
Enquanto isso, bombardeios aéreos continuaram sobre território iraniano. Em resposta, o Irã lançou ataques contra infraestruturas estratégicas, incluindo instalações petrolíferas em países vizinhos do Golfo.
Jiang já havia afirmado que um dos fatores centrais para um confronto entre Washington e Teerã estaria ligado aos interesses de Israel. Para ele, o alinhamento estratégico entre os dois países tornaria o embate quase inevitável em determinado contexto político.
A previsão mais controversa
O professor Jiang fez duas previsões sobre a reeleição de Trump e a guerra com o Irã (Predictive History/YouTube).
A terceira previsão do professor foi a que mais chamou atenção. Ele declarou que, caso a guerra ocorresse, os Estados Unidos não sairiam vitoriosos.
“A terceira grande previsão é que os Estados Unidos vão perder a guerra, o que mudará para sempre a ordem global”, afirmou em um de seus vídeos. Em outra ocasião, reforçou: “Se essa guerra entre Estados Unidos e Irã acontecer, não há absolutamente nenhuma maneira de a América vencer”.
Segundo Jiang, o território iraniano, com relevo montanhoso e vastas áreas estratégicas, além de uma população numerosa, dificultaria qualquer tentativa de ocupação prolongada. Ele argumenta que o Irã teria se preparado por cerca de 20 anos para um confronto desse tipo.
Participação em programa político
Em março de 2026, Jiang participou do programa Breaking Points, apresentado por Krystal Ball e Saagar Enjeti. Na entrevista, analisou os primeiros desdobramentos do conflito.
“Com base na minha análise de como a guerra está evoluindo, acredito que o Irã tem muitas vantagens sobre os Estados Unidos”, declarou. Ele classificou o momento como uma guerra de desgaste. “Os iranianos vêm se preparando há 20 anos para esse conflito”, disse. “Eles já fizeram muitos ensaios”.
Jiang também afirmou que a estratégia iraniana envolveria pressionar a economia global. Um dos pontos citados foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica por onde passa grande parte do comércio energético mundial. Segundo ele, essa região é responsável por abastecer 90% dos alimentos destinados aos países do Conselho de Cooperação do Golfo.
A combinação de ataques militares, retaliações econômicas e disputas geopolíticas ampliou a instabilidade no Oriente Médio. Enquanto líderes políticos discutem soluções diplomáticas e militares, as declarações do professor continuam circulando nas redes sociais, alimentando debates sobre o futuro do conflito e seus possíveis desdobramentos globais.

