‘Ainda não acabou’: profecias sobre vitória de Trump não estavam erradas, dizem líderes

O cenário oficial das eleições nos Estados Unidos é de incerteza, embora o ex-presidente Barack Obama (Democratas), tenha anunciado seu colega de partido como vencedor sobre Trump, e em seguida, toda a imprensa do planeta tenha seguido essa “previsão”.

Como os resultados ainda não foram certificados, líderes cristãos neopentecostais têm profetizado que o atual presidente, Donald Trump, continuará no cargo. Parte desse cenário encontra suporte na contagem feita pelo portal RealClear, um dos mais conservadores na contabilização dos votos, que, por enquanto, soma 216 votos para Joe Biden contra 125 de Donald Trump no colégio eleitoral.

Essa fonte é uma das poucas que ainda não cravou vitórias em estados já dadas como certas pela grande parte da imprensa, mesmo por conta das decisões de recontar votos, como no caso da Geórgia, onde há determinação para encontrar as fraudes e retira-las da soma total da eleição, conforme reportado pela Fox News.

Todo esse cenário sucede uma série de declarações feitas por líderes neopentecostais a respeito do resultado das eleições. Kat Kerr, uma escritora e conferencista, afirmou dois dias após a votação que não há equívoco por parte dos pregadores que previram a vitória do atual presidente.

“As rochas estão prestes a se mover e Trump será o presidente, não importa o que você ouça. Vai começar com um telefonema e posso te dizer, você vai ficar chocado ao ver quanta exposição vem disso, mas Trump vai ganhar, ele será o presidente dos Estados Unidos, ele vai se sentar naquele escritório por mais 4 anos e Deus terá o Seu caminho neste país”.

De acordo com informações da emissora Christian Broadcasting Network (CBN News), outro líder neopentecostal, Jeremiah Johnson, tem a mesma postura: “Ou um espírito mentiroso encheu a boca de inúmeras vozes proféticas confiáveis na América ou Donald J. Trump realmente ganhou a presidência e estamos testemunhando um plano diabólico e maligno se desdobrando para roubar a eleição”.

No começo de 2020, Jeremiah Johnson virou notícia na imprensa cristã dos Estados Unidos por compartilhar um sonho que teve com o presidente Trump em uma corrida, que ele associou à eleição: “A cerca de 100 metros do final, ele tropeçou e caiu e não conseguiu se levantar, a multidão estava cuspindo nele, zombando dele e, de repente, duas mulheres mais velhas – que eu sabia serem baby boomers – de alguma forma fizeram seu [caminho] através da multidão e sobrenaturalmente levantaram Donald Trump e o ajudaram a chegar ao final”.

“Acredito que Deus está chamando os baby boomers nesta nação para tomar sua posição e acreditar comigo que o melhor ainda está por vir”, acrescentou Johnson. “Baby Boomers” é um termo usado para se referir à geração de norte-americanos nascida no período pós-segunda guerra mundial.

Fraude

O escritor e palestrante Lance Wallnau está sustentando que a autodeclarada vitória de Joe Biden não se concretizará, e que Donald Trump será reconduzido ao cargo após um processo tumultuado que será decidido pela Suprema Corte do país.

Em 2016, Wallnau previu que Trump venceria Hillary Clinton no Colégio Eleitoral, e agora, ele relata que o cenário está sendo conduzido por Deus como uma partida de xadrez, com o desfecho sendo marcado por um importante papel da nova juíza da Suprema Corte, Amy Coney Barrett, indicada por Trump semanas atrás.

“Acho que possivelmente vai para a Suprema Corte, e um voto fará a diferença porque não posso contar com o presidente do Supremo Tribunal John Roberts para nada. Um voto poderia realmente fazer de Trump um presidente nomeado em vez de um presidente eleito, o que é claro vai liberar o caos”, disse Wallnau no dia 27 de outubro, conforme informações do The Western Journal.

Investigações

Essas previsões e a postura corajosa dos líderes neopentecostais em sustentar aquilo que dizem ter recebido da parte de Deus formam um cenário raro na disputa pela cadeira principal do Salão Oval, embora tenha na eleição de 2000, disputada entre Al Gore (Democratas) e George W. Bush (Republicano), um exemplo recente. O pleito, na ocasião, só foi concluído em 13 de dezembro daquele ano.

No entanto, os eventos iniciais para que se concretize um quadro de disputa judicial já ocorreram, como por exemplo, a decisão do procurador-geral dos EUA, William Barr, autorizando o Departamento de Justiça (DOJ, na sigla em inglês), a investigar as evidências “substanciais” de fraude nas eleições.

“Agora que a votação foi concluída, é imperativo que o povo americano possa confiar que nossas eleições foram conduzidas de forma que os resultados reflitam com precisão a vontade dos eleitores”, disse Barr em um memorando enviado aos procuradores dos EUA, aos procuradores-gerais assistentes para a divisão criminal do DOJ, à divisão de direitos civis, à divisão de segurança nacional e ao diretor do Federal Bureau of Investigation (FBI), Christopher Wray.

“Diante disso, e dado que a votação em nossas eleições atuais já foi concluída, autorizo ​​você a prosseguir com alegações substanciais de votação e irregularidades na apuração de votos antes da certificação das eleições em suas jurisdições em certos casos, como já fiz em casos específicos”, acrescentou, conforme informações do Breitbart.

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