A bizarra morte de João Paulo I e as coisas escondidas nos arquivos secretos do Vaticano

Arquivo Secreto do Vaticano é vasto, para dizer o mínimo. Abrange uma área de cerca de 85 km de prateleiras lineares e tem cerca de 150 mil documentos, que dizem que cobrem quase mil anos de história. Acessá-los não é tão complicado como no passado, mas a fim de entrar e ver uma pequena parte deles que é pública, você precisa ter a aprovação do Estado.

No entanto, o sigilo e a desconfiança com que são guardados estes arquivos, alguns dos quais miram até mesmo o Papa, têm dado origem a teorias sem fim sobre o seu conteúdo. Chegou-se a especular que o destino da Igreja mudaria se os segredos desses documentos fossem divulgados.

De acordo com a Discovery Networks, existem dois grandes mistérios que estão escondidos no local e têm a ver com dois papas: João Paulo I e João Paulo II.O primeiro poderia ser o real motivo de sua morte. Em 28 de Setembro de 1978, apenas 33 dias depois de ter servido como Sumo Pontífice, João Paulo I foi encontrado morto em seu quarto dentro do Vaticano.O veredito oficial foi um infarto agudo do miocárdio produto de má administração de remédios, mas seu médico negou esta versão dizendo que não lhe tinha prescrito nada, porque o Papa apresentava boa saúde. Além disso, ele foi encontrado em sua cama em repouso, algo impossível após ter um ataque cardíaco.Teorias que contradizem essa versão são muitas, mas a mais conhecida é a que indica que João Paulo I tinha sido o alvo de um ataque gestado entre a própria Igreja e a máfia italiana, após ele declarar sua intenção de reorganizar o Banco do Vaticano.A verdade é que a investigação foi rapidamente encerrada e seu resultado só o papa atual pode acessar.  

Sobre João Paulo II, diz-se que o Arquivo Secreto poderia saber o que o Papa falou com o terrorista turco Ali Agca, que tentou assassiná-lo em 1981, quando ele foi visitá-lo na prisão anos depois.Nunca ninguém soube o pormenor da conversa, mas pressupõem-se que Agca confessou que tinha sido o instigador do ataque, dando como responsáveis o serviço secreto da Bulgária e a KGB (o nome da agência de inteligência da União Soviética).Outros dizem que esta ordem veio do próprio Vaticano, enquanto outra versão diz que o culpado era Ayatollah Khomeini, que é considerado o fundador da República Islâmica do Irã.Teorias também garantem que há uma relação da Igreja Católica com o nazismo, investigações sobre pederastia ou apócrifos evangelhos, excluídos do cânon da Igreja.

Fora a especulação daqueles que dizem que o termo “segredo” ( secretum ) é que, no século XV, foi utilizado para definir pessoas ou instituições próximas do príncipe, neste caso o Papa. por isso o nome expressaria que este é o arquivo “pessoal” do Pontífice.A verdade é que, sendo o arquivo de uma das maiores religiões do mundo, o halo de teorias da conspiração e misticismo nunca vai deixar de existir.

[Fonte]

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