Estes são os “únicos dois países que sobreviveriam” se a Terceira Guerra Mundial estourasse com o uso de armas nucleares

Estes são os “únicos dois países que sobreviveriam” se a Terceira Guerra Mundial estourasse com o uso de armas nucleares

09/03/2026 0 Por jk.alien

Em meio ao aumento das tensões militares envolvendo potências nucleares, pesquisadores e especialistas em segurança internacional voltaram a discutir um cenário que durante décadas esteve associado ao período da Guerra Fria: a possibilidade de um conflito nuclear em larga escala.

Nos últimos anos, diversos confrontos envolvendo países que possuem armas atômicas ou alianças militares estratégicas reacenderam esse debate. Analistas apontam que a presença simultânea de múltiplas potências nucleares em guerras regionais aumenta o risco de uma escalada militar global.

Entre os estudos frequentemente citados nesse contexto está uma pesquisa científica publicada na revista Nature que analisou possíveis consequências de uma guerra nuclear envolvendo os arsenais existentes atualmente no planeta. Segundo estimativas utilizadas no estudo, existem cerca de 12 mil ogivas nucleares distribuídas entre várias nações.

Especialistas afirmam que o impacto imediato dessas armas seria devastador. Explosões nucleares podem gerar temperaturas extremamente altas no ponto de detonação, formando enormes bolas de fogo capazes de destruir cidades inteiras em poucos segundos.

A jornalista investigativa Annie Jacobsen, autora do livro Nuclear War: A Scenario, reuniu análises científicas e opiniões de especialistas em defesa para descrever como um conflito dessa escala poderia se desenrolar.

Durante participação no podcast The Diary of a CEO, ela explicou que as primeiras vítimas seriam as populações atingidas diretamente pelas explosões.

“Centenas de milhões de pessoas morreriam nas bolas de fogo, sem dúvida”, afirmou.

Mas, segundo especialistas, os efeitos mais duradouros não ocorreriam apenas no momento das explosões.

O inverno nuclear

Pesquisadores alertam que um grande número de detonações nucleares poderia lançar enormes quantidades de fumaça e partículas na atmosfera. Esse material bloquearia parte da luz solar que chega à superfície da Terra.

Esse fenômeno é conhecido como inverno nuclear.

Modelos climáticos sugerem que a redução da luz solar poderia provocar quedas acentuadas de temperatura em diversas regiões do planeta durante vários anos. Em algumas áreas agrícolas importantes, o clima poderia se tornar frio e seco por longos períodos.

Jacobsen citou exemplos de regiões agrícolas relevantes que poderiam enfrentar condições extremas.

“Lugares como Iowa e a Ucrânia poderiam ficar cobertos de neve durante dez anos, e a agricultura simplesmente falharia”, disse.

Sem produção agrícola em larga escala, a escassez de alimentos se tornaria um problema global. Estudos científicos estimam que bilhões de pessoas poderiam enfrentar fome em um cenário desse tipo.

Radiação e mudanças na atmosfera

Outro fator analisado por pesquisadores envolve os impactos das explosões nucleares na camada de ozônio, responsável por filtrar parte da radiação ultravioleta emitida pelo Sol.

Segundo alguns modelos científicos, a combinação de explosões nucleares e incêndios em grande escala poderia danificar significativamente essa camada protetora da atmosfera.

Jacobsen descreveu um cenário em que os sobreviventes também enfrentariam esse problema ambiental.

“Além do inverno nuclear, haveria envenenamento por radiação, porque a camada de ozônio estaria tão danificada que as pessoas não poderiam ficar expostas ao sol”, afirmou.

Isso significaria que grande parte da população sobrevivente precisaria se proteger em ambientes subterrâneos ou estruturas fechadas para evitar níveis elevados de radiação solar.

Algumas análises científicas sugerem que determinadas regiões do hemisfério sul poderiam sofrer impactos climáticos menos severos em comparação com áreas do hemisfério norte. Entre os lugares citados em estudos estão países como Austrália e Nova Zelândia, onde condições agrícolas poderiam permanecer relativamente mais estáveis dependendo da intensidade do conflito.

Mesmo assim, especialistas ressaltam que qualquer guerra nuclear em grande escala teria efeitos globais profundos, alterando o clima, os ecossistemas e as cadeias de produção de alimentos em todo o planeta.

Fonte