Comandante dos EUA afirma que Trump foi “escolhido por Jesus para desencadear o Armagedom contra o Irã”

Comandante dos EUA afirma que Trump foi “escolhido por Jesus para desencadear o Armagedom contra o Irã”

07/03/2026 0 Por jk.alien

A escalada de ataques no Oriente Médio ganhou novos contornos depois que relatos vindos de dentro das forças armadas dos Estados Unidos começaram a circular. Em meio ao confronto envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, algumas declarações atribuídas a comandantes militares passaram a chamar atenção por relacionar a guerra a interpretações religiosas sobre o fim dos tempos.

Os combates começaram a se intensificar no final de fevereiro, quando forças americanas e israelenses lançaram ataques contra alvos no Irã. As ofensivas incluíram bombardeios e disparos de mísseis, atingindo instalações estratégicas e áreas consideradas de interesse militar.

Durante esses ataques, o líder supremo iraniano, Ali Hosseini Khamenei, morreu após um bombardeio atingir sua residência em Teerã. A notícia provocou forte reação no país e aumentou ainda mais a tensão na região.

A resposta do Irã veio rapidamente. O país iniciou uma série de ataques contra alvos ligados aos Estados Unidos e seus aliados em diferentes pontos do Oriente Médio. Entre os locais atingidos estavam Kuwait, Omã, Bahrein e Dubai.

Um dos ataques contra o Kuwait resultou na morte de seis soldados americanos, ampliando o clima de crise e aumentando o temor de uma guerra regional ainda mais ampla.

Enquanto as operações militares continuavam, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou publicamente que o conflito poderia durar mais tempo do que o esperado inicialmente. A declaração levantou preocupações sobre os custos econômicos da guerra e seu impacto sobre os contribuintes americanos.

Conflito militar e narrativas religiosas

No meio desse cenário, um novo elemento começou a surgir a partir de denúncias feitas por militares americanos. Segundo relatos encaminhados à Military Religious Freedom Foundation, uma organização que monitora questões religiosas dentro das forças armadas, alguns comandantes teriam associado a guerra a um plano divino.

De acordo com essas denúncias, oficiais superiores orientaram subordinados a transmitirem aos soldados a ideia de que os acontecimentos no Oriente Médio fariam parte de um plano religioso.

Uma carta enviada por um suboficial relatou o que teria sido dito por um comandante de unidade de combate. Segundo o documento, ele teria instruído seus subordinados dizendo que o conflito era “parte do plano divino de Deus”.

O relato afirma ainda que o comandante mencionou passagens do Livro do Apocalipse, texto bíblico que descreve batalhas associadas ao fim dos tempos e ao retorno de Jesus Cristo.

Denúncias dentro das forças armadas

O jornalista independente Jonathan Larsen divulgou que centenas de militares entraram em contato com a Military Religious Freedom Foundation para relatar situações semelhantes.

Segundo os registros apresentados, foram recebidas cerca de 110 reclamações vindas de mais de 40 unidades militares espalhadas por aproximadamente 30 instalações das forças armadas dos Estados Unidos.

Um dos relatos afirma que um comandante declarou que Donald Trump teria sido “ungido por Jesus para acender o fogo inicial no Irã e provocar o Armagedom”.

A carta enviada por militares também afirma que esse tipo de discurso estaria causando problemas dentro das unidades. O texto diz que as declarações “destroem o moral e a coesão das tropas e violam o juramento que fizemos de defender a Constituição”.

O presidente da Military Religious Freedom Foundation, Mikey Weinstein, declarou que seu escritório passou a receber uma grande quantidade de denúncias com conteúdo semelhante.

Segundo ele, muitos militares relatam que alguns comandantes demonstram entusiasmo ao interpretar o conflito como um sinal do chamado “fim dos tempos” descrito no Novo Testamento.

Weinstein afirmou que várias mensagens recebidas descrevem líderes militares que estariam convencidos de que a guerra seria um evento previsto em interpretações religiosas do Apocalipse.